Estenose da Artéria Carótida
A estenose da artéria carótida é o estreitamento de uma das principais artérias do pescoço que levam sangue ao cérebro. Isso geralmente acontece por causa de placas de gordura (aterosclerose) que se acumulam nas paredes da artéria. Esse problema é uma das principais causas de derrame (AVC) e ataque isquêmico transitório (AIT), que é como um “mini-derrame”.
Quem pode ter esse problema?
A estenose costuma aparecer em pessoas mais velhas, principalmente homens. Mesmo sem sintomas, cerca de 3% dos homens e 1% das mulheres com mais de 80 anos já têm esse estreitamento grave.
Quais os sintomas?
Os sintomas aparecem quando o sangue tem dificuldade para chegar ao cérebro. A pessoa pode ter:
- Derrame (AVC): quando o cérebro fica sem sangue por um tempo e parte dele para de funcionar.
- Mini-derrame (AIT): os sintomas duram poucos minutos ou horas, mas é um sinal de alerta.
Em casos raros, pode até acontecer sangramento no cérebro.
O que causa o estreitamento?
O principal motivo são as placas de gordura que se acumulam na parede da artéria. Essas placas podem ser mais ou menos “perigosas”, dependendo da quantidade de gordura, sangue e tecido fibroso que têm.
Como é feito o diagnóstico?
Os exames mais usados hoje são:
Doppler de Carótidas e Vertebrais: um exame rápido e sem dor que mostra se há placas e como o sangue está passando pela artéria.
Angiotomografia (angio-TC) ou Angiorressonância (angio-RM): exames de imagem mais detalhados, usados quando a ultrassonografia mostra que o caso é mais grave.
Em alguns casos, pode ser feita uma angiografia, um exame com contraste feito em hospital, mas hoje é usado mais quando se vai tratar o problema.
Como é o tratamento?
Depende do grau de estreitamento e se a pessoa tem ou não sintomas:
- Se o estreitamento for leve, pode ser tratado com remédios, alimentação saudável e controle de pressão, colesterol e diabetes.
Se o estreitamento for grave, principalmente se a pessoa já teve sintomas como derrame ou AIT, o médico pode indicar uma cirurgia (endarterectomia) para retirar a placa ou um stent, que é uma espécie de tubo colocado para manter a artéria aberta.
Esses tratamentos reduzem muito o risco de ter um AVC no futuro.
Conclusão
A estenose da artéria carótida é uma condição que pode aumentar o risco de derrame, mas com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível evitar complicações graves.
Exames simples, como o ultrassom com Doppler, ajudam a identificar o problema, e mudanças no estilo de vida ou procedimentos médicos podem proteger sua saúde e o seu cérebro.